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Brasil

Enem 2020: estudantes e instituições se unem pelo adiamento do exame

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A prova está marcada para o mês de novembro e as inscrições já estão abertas

O Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), para muitos estudantes, é o vestibular mais importante a ser feito, pois o exame é a porta de entrada para o acesso às universidades de ensino superior de todo o país e, também, em Portugal. Por isso, eles se dedicam durante todo o ano para obter a melhor nota na prova e garantir uma vaga na faculdade. Mas com a pandemia do novo coronavírus, muitos estudantes não estão conseguindo manter a rotina de estudos. 

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Com o isolamento social, as atividades presenciais foram suspensas e, atualmente, somente as aulas on-line estão sendo realizadas. No entanto, esse formato de estudo não tem sido suficiente para ajudá-los. Além disso, nem todos os alunos têm acesso às tecnologias digitais, o que impossibilita a continuidade dos estudos.

Mesmo com os recursos disponíveis na internet, muitos alunos reconhecem que outros estudantes podem ser prejudicados, caso a data da prova seja mantida. Thais da Silva é uma delas. Aos 18 anos, a estudante baiana que frequentou a escola pública desde a 5ª série pretende fazer vestibular para Arquitetura e Urbanismo. Após concluir o 3º ano no final de 2019, a estudante continuou os estudos fora da escola. Em casa, ela tem acesso a celular com internet, smart tv e notebooks. Ainda assim, endossa o discurso pelo adiamento. “Não estou fazendo isso por mim, estou fazendo pelas pessoas que estão nas suas casas e que não têm a oportunidade de ter um estudo digno. Pessoas que não têm livros ou até mesmo internet. Pessoas que mal sabem o que está acontecendo direito no mundo por não terem fontes de informação dentro da própria casa”, afirma.

Na quarta-feira, 13, servidores do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) se associaram a outras organizações para solicitar a suspensão do calendário da prova.  A carta produzida por profissionais do Inep foi encaminhada para o Ministério Público Federal e Congresso Nacional. 

O Fórum de Reitores das Universidades Estaduais da Bahia (UEBAs) também divulgou uma nota pública em defesa do adiamento do Enem. Em trecho do documento divulgado no último dia 11, se encontra a seguinte afirmação:

“Com a impossibilidade de manutenção das atividades presenciais, as ações de ensino se encontram hoje dependentes de iniciativas passíveis de serem efetivadas nos ambientes privados e domésticos dos estudantes. Nestas condições, as disparidades e desigualdades sociais impactam decisivamente na efetividade e qualidade das ações de ensino. Famílias caracterizadas pela presença de pais com alta escolaridade e com acesso assegurado a equipamentos e tecnologias de informática e comunicação se mostram em condições muito mais favoráveis de manutenção de ações educacionais do que as famílias que não contam com nenhum adulto com escolaridade em nível médio ou superior, que não têm acesso a computadores ou aparelhos celulares com capacidade para utilização de aplicativos específicos e nem acesso assegurado à internet”. As UEBAs possuem mais de 20 campi espalhados por todo o estado da Bahia.

Nas redes sociais, a hashtag (palavra-chave associada a alguma informação que se deseja anexar no twitter) #AdiaEnem tem sido aderida por estudantes, professores, artistas e várias personalidades. Entre os argumentos utilizados pelo grupo que solicita o adiamento da prova está a dificuldade que os estudantes estão enfrentando para manter os estudos em casa, principalmente aqueles que frequentam a escola pública. 

Somado a esse movimento, está o #ParalisaEaD. No twitter, o termo já conta com várias publicações. Além de problemas de concentração e dificuldade no acesso à internet, os estudantes apontam a ansiedade e o próprio medo de contaminação como causas que impedem a efetividade do ensino a distância.

Contudo, até o momento, as inscrições para o Enem continuam abertas até o dia 22 de maio. As provas estão marcadas para os dias 1º e 8 de novembro, na modalidade presencial, e 22 e 29 de novembro, na versão digital.

Fonte: Agência Educa Mais Brasil

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