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Eleições 2020

Instituto AR7, divulgado pela candidata Cristina (PODE) é suspeito de fraude

A empresa é acusada de realizar pesquisas eleitorais ‘por atacado’ em todo o Brasil.

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Empresa que realizou pesquisa da Cristina é alvo de inúmeros processos

O Instituto AR7 Pesquisa de Opinião e Consultoria Estatística, contratada para aferir a intenções de votos em Espírito Santo do Pinhal registrou outras 39 pesquisas eleitorais no país.

Somente em Santa Catarina, por exemplo, o instituto disse que iria realizar cerca de 2.500 questionários presenciais em seis cidades diferentes de SC, num intervalo de dois dias.

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A denúncias de um jornalista, Milton Barão, vem seguida de uma sentença judicial assinadas pelo juiz eleitoral Ricardo Fiuza, datada do último dia 24 de outubro, em que o AR7 é condenado a interromper os trabalhos de campo imediatamente, sob pena de ser multada em R$ 53.2 mil.

Rua Jaboticabal, 98 – Vila Bertioga – Sede da empresa AR7 Pesquisa De Opinião e Consultoria Estatística

Em Cruzeiro do Sul, a AR7 põe um candidato Fagner Sales (MDB), como eleito se a votação fosse hoje. Os números suspeitos foram divulgados pelo site ac24horas. O instituto contratou a si mesmo, por R$ 4 mil, para ouvir 720 pessoas, muito mais que o eleitorado pesquisado em Florianópolis, capital catarinense.

A suspeita de fraude estarreceu várias coligações que disputam prefeituras Brasil afora. O instituto disse que faria, em 48 horas, levantamentos nas cidades de Lages (490 entrevistas por R$ 5.000,00), Florianópolis (seriam 600 entrevistas pelos mesmos R$ 5.000,00), Joaçaba ( seriam 350 entrevistas, pelos mesmos R$ 5.000,00), Palhoça (500 entrevistas pe4lo mesmo preço), Xanxerê (400 entrevistas, por R$ 5.000,00). Detalhe: a empresa tem sede no interior de São Paulo.

Sem falar que a empresa, como pode ser observado no site do TSE, não registrou pesquisa apenas para Santa Catarina, mas em 39 cidades em todo Brasil, praticamente para o mesmo dia. E, claro, pelo mesmo valor de R$ 5.000,00”, diz o jornalista.

O cadastro da empresa mostra que ela foi criada em 02/03/2018, se localiza ne Rua Jaboticabal, 98, Vila Bertioga, São Paulo e tem capital declarado de R$ 100 mil. A empresa foi questionada pela falta de estatístico responsável e dedicado, sendo que apenas um profissional assinava todos os levantamentos, em diferentes pontos do país.

Pesquisas eleitorais podem esconder tentativa de fraude

São centenas de institutos desconhecidos, sem nenhuma estrutura, vendendo resultados a qualquer preço, de pesquisas que provavelmente não são feitas.

A Justiça eleitoral já está de olho nesse assunto, embora seja vedado se pronunciar sobre o resultado das pesquisas. A Associação Brasileira de Empresas de Pesquisas, – ABEP – também chama a atenção para o problema. Reportagem do Globo esmiuçou o esquema, que também atua no interior de São Paulo.

Os partidos e candidatos se iludem com falsos resultados, feitos para impressionar o eleitor, que se mostra cada vez mais desconfiado com a dança dos números e posições em cada levantamento.

Segundo o jornal O Globo, o esquema é voltado para pequenas e médias cidades, e capaz de influenciar os resultados eleitorais. O número de pesquisas bancadas pela própria empresa que realiza o levantamento praticamente triplicou este ano, segundo dados do próprio TSE. Até o começo da última semana, 3.499 pesquisas foram registradas nesse molde – 174% a mais na comparação com o mesmo período em 2016 (1.279).

A reportagem afirma que a expansão do mercado de medição da intenção de votos vem acompanhada de práticas que podem interferir no processo eleitoral, principalmente nas pequenas cidades. Os números escondem a falta de controle de qualidade dos levantamentos que são produzidos e registrados oficialmente como pesquisas. Já foram identificadas acusações de ofertas de resultados fraudulentos, levantamentos feitos a partir de formulários do Google e Facebook e uso de dados falsos de estatísticos.

Ao informar que realizaram as pesquisas com verba própria, sem contratante externo, os institutos não precisam prestar contas sobre a origem do dinheiro. Há casos de levantamentos feitos por empresas que declararam à Receita Federal ter como atividade o transporte com uso de vans e a filmagem de casamentos, ressalta O Globo.

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