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Espirito Santo do Pinhal

A Maldição do Mausoléu: sobre memórias e lendas sobrenaturais

Autor do livro infanto-juvenil A Maldição do Mausoléu, o escritor Ricardo Biazotto retrata em sua obra histórias inspiradas em lendas de Espírito Santo do Pinhal que envolvem a figura do Barão

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© Foto Carla Delbin / Divulgação / Reprodução

O promissor escritor pinhalense Ricardo Biazotto vive um momento especial em sua vida. Em 2019, o projeto A Maldição do Mausoléu foi selecionado pelo Programa de Ação Cultural (ProAc), lei de incentivo à Cultura do Governo do Estado de São Paulo.

Prestes a ser lançada, a obra está sendo bastante aguardada pelos leitores que acompanham a carreira de Ricardo Biazotto e pela população de Espírito Santo do Pinhal de forma geral, já que relata histórias inspiradas em lendas da cidade que envolvem a figura do Barão. “Embora seja uma obra de ficção, sem qualquer compromisso com a realidade, a história é inspirada nas lendas que envolvem a figura do Barão que, apesar de ter sido responsável por grandes feitos que ajudaram no desenvolvimento de Espírito Santo do Pinhal, tem a ele muitas histórias atribuídas e que foram contadas de geração para geração, permanecendo vivas até hoje no imaginário popular”, explica.

Sobre o livro

O público-alvo do livro A Maldição do Mausoléu é formado pelas crianças do Ensino Fundamental que estão passando pelo processo de formação como leitores e são apaixonadas por histórias que envolvem mistérios sobrenaturais. A mediação da leitura por meio das lendas é o objetivo de Ricardo ao escrever o livro.

A Maldição do Mausoléu conta a história de Camundá, um garoto que vem para o interior morar com o avô, um delegado aposentado muito simpático. Apesar da boa relação com ele, Camundá não gosta da ideia de se mudar e só fica empolgado quando descobre que a cidade está cercada por maldições e lendas sobrenaturais. Uma das lendas é de um político que teria feito um pacto com Lúcifer para conseguir vencer uma eleição, mas que por recusar entregar a alma ao diabo, ficou preso no cemitério por toda a eternidade, aparecendo para assustar aqueles que riscam o seu mausoléu durante o pôr do sol.

Para a surpresa de Camundá, no primeiro dia de aula, um professor conta essa lenda e desafia os alunos a riscarem o túmulo. No mesmo dia, dois colegas do garoto vão até o cemitério para cumprir o desafio, mas o que veem é o assassinato do professor. Os colegas de Camundá juram que o Coronel Ventura foi o responsável pela morte, mas o menino não acredita nessa história e, com a ajuda do detetive italiano Francesco Fracalossi, resolve investigar para descobrir a verdade. 

A criação

Escritor pinhalense Ricardo Biazotto / Foto Carla Delbin

Ricardo lembra que cresceu ouvindo as histórias que se referiam ao Barão, sempre com muitos detalhes, mas enfatiza que todas as lendas eram transmitidas apenas pela oralidade. “Não há nada escrito sobre essa e outras lendas pinhalenses, e a ideia de escrever A Maldição do Mausoléu surgiu para registrar os nossos causos e nossas lendas. Sabemos que as histórias populares ajudam na formação cultural de um povo e não podemos correr o risco de que se percam com o tempo. Penso que as histórias populares precisam ser registradas ainda que em obras ficcionais, como é o caso deste livro”, explica.

Questionado sobre os escritores que gosta de ler, Ricardo foi direto: “os que tenho vontade de me tornar amigo quando acabo de ler suas obras”. E citou alguns dos quais tem vontade de estabelecer relação de amizade: “Pedro Chagas Freitas, Pedro Bandeira, Machado de Assis, Harlan Coben, Agatha Christie, Dan Brown, Maurício Gomyde, Gabriel García Marquez, Goethe e Monteiro Lobato, não necessariamente nessa ordem”.

Próximos projetos

A Maldição do Mausoléu é o primeiro livro infanto-juvenil de um projeto literário de Ricardo Biazotto, que tem como objetivo contar várias histórias inspiradas em lendas de Espírito Santo do Pinhal, o que justifica as presenças de Medeia e Camundá no livro A Maldição do Mausoléu, que são personagens folclóricos pinhalenses. “Ao longo dessa primeira história, deixei vários elementos dos futuros livros em que serão narradas lendas sobrenaturais, indígenas, urbanas ou rurais que fazem parte do imaginário local”, conta o escritor.

Sobre o autor

Nascido em Espírito Santo do Pinhal, o escritor e roteirista Ricardo Biazotto sempre foi apaixonado por literatura. Começou a escrever em 2010, quando cursava o 3º ano do Ensino Médio. A paixão pela literatura surgiu quando conheceu a obra infantil de Monteiro Lobato e encantou-se por todas as personagens do Sítio do Picapau Amarelo, e a vontade de inventar histórias apenas aumentou ao longo do tempo, amadurecida pelas leituras de Anjos e Demônios (Dan Brown) e Assassinato no Expresso do Oriente (Agatha Christie). 

Sua primeira publicação aconteceu no livro Dias Contados: volume 2 – Contos sobre o fim do mundo (Andross, 2011). Após seleção, foi selecionado duas vezes no Concurso Literário do Escritor Contemporâneo, promovido pela Alcantis Editora. Ricardo organizou três antologias da Casa do Escritor Edgard Cavalheiro, além de ter organizado inúmeras palestras/contações de histórias.

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