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Caminhoneiros protestam contra Doria e lockdown em São Paulo

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Caminhoneiros realizam protestos na manhã desta 6ª feira (5.mar.2021), com bloqueios em pelo menos 2 pontos da cidade de São Paulo: um na Marginal Tietê (sentido Ayrton Senna), na altura do km 13 até o km 16, e outro na altura do Cebolão, que liga as marginais Tietê e Pinheiros, no sentido Rodovia Castello Branco.

O protesto é contra as novas medidas de restrições anunciadas pelo governador, João Doria (PSDB), nessa 4ª feira (3.mar).

Há também relatos de manifestação menor no Terminal Varginha, zona sul de São Paulo. Até o momento, a Polícia Militar do Estado não tem informações sobre esse protesto.

A manifestação começou às 5h30, e por volta das 7h30, todas as faixas das pistas expressa e local da Marginal Tietê estavam interditadas no sentido Ayrton Senna. Vans e caminhões estão parados na pista e só liberam a passagem de carros de passeio e motocicletas. Os motoristas carregam faixas contra Doria.

O rodízio municipal de veículos foi suspenso, inclusive para veículos pesados (caminhões), por causa do protesto. Agentes da CET (Companhia de Engenharia de Tráfego) e da Polícia Militar estão no local.

A secretária estadual de Desenvolvimento Econômico, Patrícia Ellen, pediu a liberação das vias para a chegada de insumos hospitalares e de pacientes aos hospitais.

“Manifestações são sempre bem-vindas. Somos um país democrático, mas não podemos interromper vias neste momento. Não há hipótese de não ter fase vermelha. Nós tivemos o maior aumento de internações de leitos de UTI Covid desde o início da pandemia e não é somente de idosos, é de jovens, de adultos. Todos estão adoecendo e nós não teremos leitos se não fizermos a nossa parte”, afirmou em entrevista à TV Globo.

De acordo com o presidente da Federação dos Caminhoneiros e Transporte Autônomos de Veículos Rodoviários de Estado de São Paulo, Claudinei Pelegrini, o protesto conta com apoio de motoristas de veículos menores, como vans e picapes, que são mais afetados pelas medidas restritivas adotadas pelo governo paulista.

“Entendemos que é algo complicado, mas os caminhoneiros vão continuar trabalhando. Eles não podem desabastecer o país”, afirmou Pelegrini. “Eles são mais prejudicados do que nós, nós ainda vamos para os centros de distribuição. São Paulo é local de passagem para nós, para o Ceasa e os centros de logísticas de empresas.”

Grande parte dos caminhoneiros integra a base de apoio do presidente Jair Bolsonaro, adversário político de Doria e também avesso à adoção de medidas de isolamento social. Nas últimas semanas, o chefe do Executivo federal tem acenado à categoria, anunciando a troca do comando da Petrobras em resposta ao aumento do preço de combustíveis e também a desoneração de impostos federais sobre o diesel.

Esta não é a 1ª vez que Doria é alvo de protestos por causa das políticas adotadas para enfrentamento da pandemia. Em janeiro, donos de restaurantes e bares protestaram contra as ordens de Doria que obrigavam o fechamento de comércio não essencial.

Fonte Poder 360

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