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Política

Com medo dos protestos, Doria (PSDB) se muda para o Palácio dos Bandeirantes

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© Foto Reprodução

O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), anunciou na tarde desta segunda-feira (29) que vai se mudar temporariamente para o Palácio dos Bandeirantes, a sede do governo do estado, no Morumbi, zona sul da capital.

Em comunicado à imprensa, ele atribui a “decisão difícil” à ação de “extremistas” que fazem ameaças contra ele e contra sua família. “Diante do radicalismo,decidi me mudar para o Palácio dos Bandeirantes. Ao menos, temporariamente”, declarou o governador.

De acordo com o blog da Coluna do Estadão, após o endurecimento das regras de restrição à circulação de pessoas no estado, manifestantes se revezam em protesto em frente a casa do governador.

Essa situação teria tirado o sossego de João Doria e, principalmente, de seus familiares, limitando visitas inclusive nos finais de semana.

No domingo, o deputado estadual Coronel Telhada denunciou em suas redes sociais o excesso de policiamento em frente a mansão do governador.

Confira o comunicado na íntegra:

O negacionismo na pandemia deixou de ser um delírio das redes sociais, provocado pela paixão política, e está se tornando algo muito mais perigoso para a vida, a ciência e a democracia: uma seita intolerante e autoritária. Tenho enfrentado os seguidores dessa seita com inquéritos policiais e ações judiciais, com medidas sanitárias e vacinas, instrumentos da lei e da razão.

O fanatismo ideológico, porém, ignora a racionalidade e a legalidade. Ele tem ultrapassado os limites do embate político e do questionamento técnico com ameaças à segurança da minha família e agressivas manifestações na porta da minha residência, perturbando o bairro e vizinhos. Diante do radicalismo, decidi me mudar para o Palácio dos Bandeirantes. Ao menos, temporariamente.

Regredimos a tempos obscuros em que a integridade física daqueles que defendem a vida e a democracia está sob ameaça.

Vivi esse mesmo sentimento quando acompanhei meu pai no exílio, um democrata cassado pela ditadura. Dessa vez, no entanto, não haverá exílio, nem ditadura. Haverá ciência, vacinas, vidas salvas e democracia.

Meu desprezo por estes extremistas que ameaçam a mim, a minha família e ameaçam pessoas que defendem a vida. É uma decisão difícil, mas necessária nesse momento de muita intolerância ao pensamento contraditório, de belicismo verborrágico e de cegueira ideológica.

João Doria
Governador do Estado de São Paulo
São Paulo, 29 de março de 2021

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