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São Paulo

Entenda o ‘caminho do tratamento’ para dependência química oferecido pelo Governo de SP

Gestão estadual dispões de diferentes abordagens para usuários, ex-dependentes e familiares; dois novos serviços foram inaugurados neste ano

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Entenda o ‘caminho do tratamento’ para dependência química oferecido pelo Governo de SP
© terovesalainen | Depositphotos

Com o objetivo de oferecer tratamento e acompanhamento psicológico para dependentes químicos e seus familiares, além de ex-usuários, o Governo do Estado de São Paulo disponibiliza uma rede de serviços para a população, por meio de equipamentos da Secretaria do Desenvolvimento Social e da Secretaria da Saúde.

Além de modelos já existentes, como as comunidades terapêuticas, a atual gestão inaugurou outros dois serviços inéditos no estado: as Casas Terapêuticas e o Espaço Prevenir (leia mais abaixo).

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A principal “porta de entrada” oferecida pela gestão estadual é o Hub de Cuidados em Crack e Outras Drogas, na região central da capital paulista. A partir do Hub, aqueles que procuram por tratamento são direcionados para os serviços e abordagens adequados para cada caso. Além do Hub, serviços municipais como CAPS, CRAS, CREAS e Centros POP – e unidades de saúde no geral – também direcionam dependentes para os diferentes tipos de tratamento.

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“O enfrentamento da dependência química é uma prioridade para o Governo de SP. Estamos entregando serviços inovadores para a população que englobam todas as etapas do tratamento, incluindo as famílias dos dependentes, para que as pessoas tenham de volta suas vidas e seus sonhos”, refletiu Gilberto Nascimento, secretário estadual de Desenvolvimento Social.

Casas de Passagem

Enquanto aguarda o referenciamento e o direcionamento para uma vaga em casas ou comunidades terapêuticas, onde são oferecidos tratamentos de médio e longo prazo, a pessoa pode ficar alojada em uma das quatro casas de passagem existentes na capital paulista: são duas masculinas, uma feminina e outra para o público LGBTQIA+.

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As casas, portanto, são espaços temporários, onde os acolhidos passam apenas alguns dias até serem direcionados para os serviços de acolhimento terapêutico.

Comunidades Terapêuticas

O “próximo passo”, portanto, são as comunidades terapêuticas. Ao todo, são 39 instituições conveniadas pela Secretaria de Desenvolvimento Social espalhadas pelo estado, além de outras 12 vinculadas à Secretaria da Saúde.

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O tempo de acolhimento nestes espaços pode variar entre 3 e 6 meses. Por ser um período relativamente curto, esses locais são direcionados para pessoas que ainda possuem vínculos familiares e que teriam maior probabilidade de usufruir de uma rede de apoio no pós-tratamento. A rede administrada pela SEDS conta atualmente com cerca de 1.500 vagas.

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A abordagem e o tempo de tratamento variam de acordo com a unidade e com o perfil do acolhido. Além disso, enquanto as comunidades da Saúde possuem profissionais médicos em seu corpo de profissionais, como psiquiatras, os equipamentos do Desenvolvimento Social priorizam o acompanhamento psicossocial.

Casas Terapêuticas

Como uma alternativa às comunidades terapêuticas e para reforçar a rede de apoio e tratamento contra a dependência química, o Governo de São Paulo inaugurou um novo serviço voltado à moradia, reinserção social e busca pela autonomia dos acolhidos, especialmente aqueles em situação de rua: as casas terapêuticas. A primeira unidade já está em funcionamento na Vila Mariana, na zona sul da capital. Na próxima semana, será inaugurada outra em São José do Rio Preto. A previsão é de que, até o final do ano, sejam oito casas no estado.

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‌O serviço, de metodologia inovadora, está estruturado em quatro fases distintas, ofertadas em um complexo que compreende três residências integradas. No local, a pessoa acolhida passa por atendimentos com psicólogos, assistentes sociais, pedagogos, terapeutas ocupacionais, entre outros profissionais.

‌Ao longo da permanência, são trabalhadas as habilidades sociais, um novo projeto de vida e o alcance da autonomia de renda e moradia. O período de intervenção pode durar entre 15 e 24 meses. Cada conjunto de casas tem capacidade para atender 45 pessoas.

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‌“A gente entende que essas pessoas, por estarem há muitos anos em situação de rua, elas não se adaptam às formas tradicionais de intervenção. Então, foi desenvolvido uma metodologia onde a gente trata, ao mesmo tempo, a questão da dependência química, as vulnerabilidades associadas à dependência química e promove a saída delas da situação de rua”, explica a Coordenadora Estadual de políticas sobre drogas de São Paulo, Eliana Borges.

A primeira etapa é chamada de “Acolher”. Nela, a equipe técnica realiza um estudo de caso de cada pessoa e a insere em serviços de saúde. Os acolhidos também reaprendem a cuidar de uma casa, cozinhar, limpar e cumprir com atividades domésticas básicas.

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‌Já na segunda casa, a fase do “Despertar”, a pessoa começa a construir um projeto de vida, com metas e objetivos. O acolhido também é inserido em serviços de cultura, esporte, lazer e educação.

‌Na terceira casa, a fase do “Transformar”, o acolhido inicia o processo de autonomia por meio da reinserção no mercado de trabalho. Na última etapa, já na própria residência do acolhido, a equipe técnica continua acompanhando a pessoa por no mínimo seis meses, com o auxílio de psicólogos, assistentes sociais, para a prevenção de recaídas.

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Repúblicas

‌Para aqueles que terminam o tratamento em casas ou comunidades terapêuticas, o governo do Estado ainda oferece moradia por meio das repúblicas. Ao todo, são 9 espaços desse tipo já em funcionamento, com 112 vagas: um em São Paulo, dois em São José dos Campos, dois em São José do Rio Preto, dois em Ribeirão Preto e dois em Campinas.

Os acolhidos ficam, em média, seis meses nas repúblicas. Os locais destinam-se a quem terminou o acolhimento terapêutico, mas não tem moradia e condições de autossustento. Com isso, a pessoa somente deixa a unidade quando tiver condições de manter uma moradia.

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Espaço Prevenir

Outra iniciativa inédita da gestão estadual é o Espaço Prevenir. O equipamento da Secretaria do Desenvolvimento Social é voltado para o atendimento e apoio a familiares de dependentes químicos e também para pessoas que já completaram o tratamento em comunidades ou casas terapêuticas.

A primeira unidade foi inaugurada no final de junho em São José dos Campos. Até o final do ano, serão quatro unidades: os municípios de São José do Rio Preto, Ribeirão Preto e São Paulo também receberão o novo equipamento.

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O local dispõe de uma equipe multidisciplinar que prestará auxílio psicoemocional para a população. O foco é fortalecer os vínculos familiares e prevenir recaídas.

As equipes são formadas por profissionais como assistentes sociais, educadores, psicólogos e pedagogos. Além das pessoas em recuperação, o espaço também é voltado para o atendimento de familiares de dependentes químicos. A casa é preparada para atender até 300 pessoas por mês.

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“É um local de portas abertas, as famílias podem vir procurar. Ele é voltado para quem está convivendo com pessoas com dependência química, que não sabe como lidar ou que tem uma relação de codependência, muitas vezes associada à violência e rompimento de vínculos. Aqui é um local onde essa pessoa vai ter acolhimento de uma equipe técnica e todo um trabalho de apoio à família”, explica Eliana Borges.

O local presta apoio, inclusive, para filhos de dependentes. “É importante romper um ciclo para que eles também não venham a se tornar dependentes químicos. Neste sentido, a gente também faz uma prevenção contra o uso de drogas”, afirma Eliana.

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O equipamento oferece dinâmicas psicossociais, terapias em grupos, consultas com psicólogos e atividades de cultura e lazer. Além disso, a equipe de profissionais dá orientações aos familiares sobre como agir em relação ao ente envolvido com as drogas e pode, inclusive, sugerir medidas como a internação. Os profissionais ainda ajudam os egressos a montar currículo e procurar emprego.

Diferentemente de casas ou comunidades terapêuticas, o local não oferece abrigo para dormir ou morar. O funcionamento do Espaço Prevenir é de terça-feira a sábado, das 10h às 21h.

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Fonte: Portal do Governo SP

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