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Situação legal da canábis em Portugal: uma abordagem pioneira

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CANNABIS
© asmfoto | Depositphotos

A cannabis, planta cultivada e utilizada há séculos para diversos fins, tem gerado debate e polêmica em todo o mundo devido aos seus efeitos psicoativos, mas suas propriedades medicinais têm gerado um interessante debate.

Ao longo da história, foi objeto de regulamentação e, em muitos casos, proibição por ser considerada uma droga, embora na realidade estejamos falando de uma planta que tem muito a contribuir.

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A canábis é tão positiva que o seu uso tem sido aceite em cada vez mais países, incluindo Portugal, o que se pode dizer que, pelo seu contexto, teve um pioneirismo que outros países seguiram na compreensão do bem da canábis.

O que é cannabis e por que geralmente é ilegal?

A cannabis, também conhecida como maconha ou erva daninha, é uma planta que contém compostos químicos chamados canabinóides . O mais conhecido desses canabinóides é o delta-9-tetraidrocanabinol, ou seja, o THC, responsável pelos efeitos psicoativos característicos da cannabis.

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Ao longo da história, a cannabis tem sido usada por diferentes culturas para fins medicinais, religiosos e recreativos. No entanto, muitas partes do mundo optaram por proibir seu uso e posse devido a preocupações com seus efeitos adversos à saúde, seu potencial de abuso e sua ligação com atividades criminosas.

A percepção negativa levou à criminalização em muitos lugares, resultando em políticas rígidas de fiscalização e penalidades severas para os infratores.

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Legalidade da canábis em Portugal: uma mudança de paradigma

Em Portugal, a abordagem à canábis mudou significativamente com a aprovação da Lei 30/2000, de 29 de novembro de 2001.

Essa lei descriminalizou o uso de cannabis, permitindo seu uso pessoal em quantidades limitadas sem ameaça de penalidades criminais. Foi, sem dúvida, uma decisão importante que marcou uma mudança radical na perspectiva sobre a cannabis no país.

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Curiosamente, apenas alguns anos antes, em 1997, a cannabis era considerada o problema número um pelas autoridades portuguesas em termos de drogas. No entanto, a percepção evoluiu à medida que foi reconhecida a necessidade de uma abordagem mais compassiva e de saúde pública.

Portugal: um destino atrativo para os amantes da canábis

A posição legal de Portugal sobre a cannabis tem atraído a atenção de turistas de todo o mundo. Como um dos poucos países europeus a ter uma perspectiva progressista sobre esta questão, Portugal tornou-se um destino favorito para os interessados em experimentar o uso de cannabis legal e sem preocupações.

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Os turistas, ávidos por explorar destinos que permitam o consumo de canábis em ambiente regulamentado, encontraram em Portugal uma óptima opção para experimentar. De cafés relaxantes onde você pode desfrutar de produtos à base de cannabis a belas paisagens naturais, o país viu um aumento no turismo relacionado à cannabis.

O melhor é que é fácil encontrar locais onde vendem canábis de várias formas para experimentar, e www.growbarato.net/pt/598-cbd-loja é um deles, sendo uma plataforma que permite efetuar transações legalmente e totalmente online, sem problemas.

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Benefícios do uso responsável de cannabis

O consumo responsável da cannabis, seja por turistas ou locais, pode trazer diversos benefícios. No contexto do turismo, a atração de experimentar legalmente uma nova cultura e ambiente pode enriquecer a experiência do visitante.

Para os moradores, a descriminalização e regulamentação da maconha possibilita o acesso a produtos mais seguros e de melhor qualidade, além de permitir uma abordagem de saúde pública que prioriza a prevenção e o tratamento em detrimento da criminalização. ´

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A educação sobre o uso responsável e os potenciais benefícios medicinais também podem ser aspectos positivos de tal política.

Mas que benefícios traz o seu consumo?

  • Alívio significativo da dor. A cannabis tem sido tradicionalmente usada como um analgésico natural para tratar várias formas de dor, incluindo dor crônica, dor associada a condições como fibromialgia e artrite, e é ideal até mesmo quando se trata de dores causadas por lesões.
  • Controle de náuseas e vômitos. Sofrer de náuseas e vômitos com frequência é terrível, mas a cannabis oferece uma solução para o problema, principalmente em pacientes submetidos a tratamentos médicos como a quimioterapia.
  • Melhora do apetite. Existem muitas razões pelas quais uma pessoa não tem apetite, mas a cannabis o estimula, o que pode ser benéfico para pacientes que sofrem de perda de apetite devido a condições médicas importantes.
  • Redução da ansiedade e estresse. Em algumas pessoas, certas variedades de cannabis têm efeitos relaxantes que ajudam a reduzir a ansiedade e o estresse, embora o uso excessivo ou suscetível possa ter o efeito oposto.
  • Tratamento dos distúrbios do sono. Existem variedades de cannabis com propriedades sedativas, úteis para pessoas que sofrem de insônia ou outros distúrbios do sono, para que possam dormir melhor.
  • Gestão de apreensões. O uso de componentes específicos da cannabis, como canabidiol ou CBD, no tratamento de convulsões, especialmente em casos de epilepsia refratária, tem sido investigado.
  • Inflamação reduzida. Os canabinóides da cannabis podem ter propriedades anti-inflamatórias, úteis no tratamento de doenças inflamatórias, como a doença de Crohn e a artrite reumatóide.
  • Potencial anticâncer. Alguns estudos pré-clínicos dão bons sinais de que certos canabinóides podem ter propriedades antitumorais, embora sejam necessárias mais pesquisas em humanos para entender completamente esse efeito.
  • Estimulação criativa . É bastante comum que os usuários de cannabis relatem que a cannabis, especialmente em produtos que contêm THC, aumenta a criatividade e a apreciação artística em vários campos.

Outros países seguirão o exemplo de Portugal?

A situação legal da cannabis em Portugal exemplifica uma mudança de paradigma na forma como as drogas são tratadas na sociedade. A descriminalização e a regulamentação do uso pessoal de cannabis provaram ser uma abordagem bem-sucedida que mudou a percepção da cannabis do “problema número um” para uma perspectiva mais compassiva e baseada na saúde pública.

Esta postura tornou Portugal um destino bastante atrativo para os amantes da canábis na Europa, ao mesmo tempo que o consumo responsável traz benefícios tanto para turistas como para residentes.

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Possivelmente, um grande número de países seguirá o exemplo de Portugal, tanto na Europa como fora do continente, mas só o tempo o dirá, e dependendo do contexto social, será permitido ou não, já que nem todos os casos são iguais.

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