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Brasil

Ele perdeu R$ 340 mil em apostas e foi para a guerra na Ucrânia: quem é Thiago Morais, o brasileiro conhecido como Bad Boy

Após relatar que perdeu dinheiro tentando recuperar o que havia apostado, Thiago deixou o litoral de São Paulo e se alistou na Ucrânia. Hoje, continua publicando sobre a rotina no perfil Bad Boy na Ucrânia e diz estar em missão.

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Imagens: Reprodução/Instagram @BadBoyNaUcrania

Uma perda de R$ 75 mil em um único dia foi, segundo Thiago Morais, o começo de uma sequência que terminou com cerca de R$ 340 mil perdidos em apostas on-line. Em vez de conseguir recuperar o dinheiro, ele contou que passou a apostar cada vez mais. Depois de enfrentar dificuldades financeiras e procurar ajuda psicológica, tomou uma decisão radical: deixou o Brasil e foi lutar na Ucrânia.

Conhecido como Bad Boy, Thiago continua compartilhando relatos da vida no país em seu perfil no Instagram, @badboynaucrania. Em publicações recentes, informa que está em missão. A rotina que mostra aos seguidores contrasta com a vida que levava no litoral paulista e com o motivo pessoal que, segundo ele, o levou a se alistar.

A história ganhou repercussão em julho de 2026, quando Thiago falou sobre as perdas nas apostas e a decisão de ir para a guerra. Desde então, ele também comentou que gostaria de voltar ao Brasil. Na época, havia uma previsão de retorno para novembro ou dezembro, mas, em um vídeo publicado posteriormente, disse que permaneceria na Ucrânia por mais alguns meses. Ele não informou uma data precisa para a volta.

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“Eu tentava recuperar” o dinheiro perdido

Em entrevista ao Metrópoles, Thiago contou que perdeu R$ 75 mil em apenas um dia. Depois da primeira grande perda, segundo seu relato, continuou apostando na tentativa de recuperar o dinheiro. A situação teria se agravado ao longo do tempo: ele disse que usava nas apostas o que ganhava com a venda de eletrônicos e com o trabalho como motorista de aplicativo.

O valor de R$ 340 mil foi informado pelo próprio Thiago nas entrevistas. As reportagens não apresentam documentos que permitam verificar de forma independente o total. Por isso, a quantia deve ser descrita como o valor que ele afirma ter perdido, e não como um dado financeiro confirmado por terceiros.

Thiago relatou que procurou ajuda psicológica e que uma profissional apontou sinais de ludopatia, transtorno relacionado a jogos de azar. Ele também contou que chegou a pedir ao pai que ficasse com seu celular para tentar conter as apostas. Mesmo assim, sentia que precisava mudar radicalmente de ambiente.

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Em setembro de 2025, segundo o Metrópoles, começou o processo para se alistar. Em março de 2026, viajou para a Ucrânia e passou a integrar a Legião Internacional de Defesa da Ucrânia. Na entrevista, afirmou que não apostava desde janeiro daquele ano. Esses detalhes sobre o processo e sua experiência foram relatados pelo próprio brasileiro ao veículo. Metrópoles

O que ele contou sobre a vida na Ucrânia

Nas entrevistas publicadas em julho, Thiago descreveu uma rotina militar e afirmou que participava de missões. Ao Metrópoles, disse que atuava em tarefas de reconhecimento e relatou ter convivido com ataques de mísseis e drones. O g1, em outra reportagem, informou que sua rotina incluía períodos de treinamento e missões que poderiam durar de uma semana a 40 dias. São informações publicadas com base nos relatos de Thiago, não uma apuração independente sobre cada missão.

Agora, ele segue mostrando e comentando sua experiência nas redes sociais. No perfil @badboynaucrania, continua publicando sobre a rotina na Ucrânia e, conforme informa nas próprias postagens, está em missão. O perfil é a fonte direta das atualizações que ele compartilha com os seguidores; a localização e as atividades não foram verificadas independentemente para esta matéria.

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Depois de dizer que queria voltar, afirmou que ficaria mais alguns meses

Em julho, Thiago também falou sobre o desejo de deixar o Exército e retornar ao Brasil. Ao g1, disse que não queria incentivar pessoas sem treinamento a viajarem para a guerra e afirmou que, se pudesse, iria embora naquele momento. Explicou, porém, que precisava cumprir as condições do contrato para solicitar o desligamento, que ainda dependeria de aprovação.

Naquele período, uma reportagem do Metrópoles mencionou que ele previa voltar ao Brasil entre novembro e dezembro, durante um período de férias previsto em contrato. Depois, em um vídeo nas redes, Thiago disse que ainda permaneceria na Ucrânia por mais alguns meses. Como não há uma data exata confirmada, não é possível afirmar quando ele retornará ou se decidiu encerrar definitivamente o vínculo militar.

O relato mais recente, portanto, não apaga o que ele disse em julho: naquele momento, queria voltar. Mostra que seus planos podem ter mudado desde então, mas o prazo continua indefinido. Enquanto isso, ele segue compartilhando a experiência diretamente com seus seguidores.

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O alerta que ele deixou

Ao comentar a repercussão de sua história, Thiago alertou que a guerra não deveria ser vista como uma forma de tratar o vício em apostas ou resolver problemas financeiros. Disse ter recebido mensagens de pessoas que enfrentavam dificuldades semelhantes e cogitavam seguir o mesmo caminho.

A ressalva é importante porque a trajetória pode parecer, à primeira vista, uma história de recomeço. Mas o próprio Thiago descreveu os riscos da vida em uma zona de conflito e desencorajou outras pessoas a viajarem para lá sem preparo. Sua experiência é um relato pessoal — não uma recomendação para quem enfrenta ludopatia.

Até o momento, Thiago Morais continua publicando sobre sua rotina na Ucrânia e informa que está em missão. Ele havia mencionado uma previsão de retorno ao Brasil para novembro ou dezembro, mas depois disse que ficaria no país por mais alguns meses. A data da volta permanece sem confirmação.

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Guerra na Ucrânia · balanço civil

ONU verificou mais de 2,4 mil vítimas civis em setembro

O balanço mensal mais recente disponível até 5 de novembro de 2026 registra mortes e ferimentos de civis no país.

328 civis mortos
2.105 civis feridos

Acumulado de janeiro a setembro de 2026: 2.570 civis mortos e 15.211 feridos, segundo a Missão de Monitoramento dos Direitos Humanos da ONU na Ucrânia. O total de mortos e feridos foi 59% maior que no mesmo período de 2025.

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Dados de setembro publicados em 16 de outubro de 2026. São números verificados pela ONU e podem ser revisados; a organização informa que o total real pode ser maior. Consultar o relatório original da ONU.

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Nascido em Espírito Santo do Pinhal (SP), é sócio-fundador do Portal de Pinhal, desenvolvedor web e jornalista profissional (MTB 95.230-SP). Atua na produção, edição e gerenciamento de conteúdo, com foco em estratégias de SEO, análise de métricas e desempenho de audiência.

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